Um grupo de amigos estudantes da Universidade Federal Fluminense fez um filme, muita coisa aconteceu e, 10 anos depois, conseguiram finalmente finalizar e lançar. Conceição – autor bom é autor morto está em cartaz no Frei Caneca Unibanco Artplex em SP, no Artplex do Rio e o Cinearte da UFF em Niterói. A estréia em circuito comercial de um filme universitário gerou certa polêmica, a Folha de S. Paulo foi só elogios e o Globo falou mal. As matérias repercutiram nas listas especializadas de cinema pelo país.
É um filme sobre cinema, sobre fazer cinema e de pessoas que gostam de cinema, essencialmente. Uma colagem de gêneros a partir dos autores sentados num boteco bebendo cerveja, fumando baseado e tentando achar um bom argumento para fazer um filme, que na verdade já está acontecendo. Filme dentro do filme. Cinema que quer falar de cinema…
Apesar da pouca grana para a produção, Daniel Caetano, um dos diretores disse ao FF sobre o cuidado com alguns aspectos do filme: “A maquiagem foi bem trabalhada, a gente até chamou um
técnico em efeitos de maquiagem pra fazer um molde da cabeça da
Samantha (uma das autoras que como já diz o subtítulo: acaba mortinha) – quando ela é decapitada e as crianças ficam brincando com a cabeça falsa como se fosse uma bola.” No final, sobra sangue e meleca para todo o lado: “O sangue foi feito de uma mistura de Karo (glucose de milho) com Nescau e foi uma sujeirada tremenda”.
Serviço
Conceição – autor bom é autor morto (2006)
Direção: André Sampaio, Cynthia Sims, Daniel Caetano, Guilherme Sarmiento e Samantha Ribeiro.
Por Ana Martinelli
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