Inaugurou hoje e a gente já conheceu – na verdade, demos um giro por lá antes de ontem, durante a inauguração da loja Louis Vuitton, quando teve show da Macy Gray. Super chic e arborizado e com luz natural. Tudo bege e verde. E a Daslu, o final do segundo andar é fofa, tem um fusca listrado. E lá também tem a nova loja da La Perla, oba, que fechou na Oscar Freire. Shopping é shopping, mas enfim, queria saber se vocês gostaram deste.
Terminou hoje em Londres o festival bienal Fashion in Film. Fundado pelos curadores Marketa Uhlirova e Christel Tsilivaris e o figurinista e stylist Roger K. Burton, o festival discute a íntima relação entre o cinema e a moda. Uma variedade de gêneros – documentários, longas e até mesmo animações – de diversas épocas e países forão apresentados. A curadoria investiga como a imagem das telas representa e interpreta a moda como conceito, indústria e forma cultural.
Luvas esquecidas na cena do crime, colar de pérolas roubado e disfarces
A segunda edição do festival teve o tema If Looks Could Kill: Cinema’s Images of Fashion Crime and Violence (Se Looks Matassem: Imagens de Moda, Crime e Violência no Cinema). A curadoria explorou as ligações entre cinema, moda, crime e violência. Alguns dos destaques do festival:
Único evento de moda brasileiro que há mais de uma década se dedica a descobrir novos talentos – estilistas, maquiadores, stylists, modelos – a 23º edição da Casa de Criadores rolou essa semana no shopping Frei Caneca. Na quinta-feira fomos lá conferir 10 desfiles. Eu digo, 10. Um tanto demais… o povo foi saindo nos micro intervalos entre um desfile e outro e, no final, no melhor desfile (o de João Pimenta), a sala tinha perdido mais de 30% do seu público.
Enfim, quem é profissional da moda estava lá e pôde conferir a divertida e inteligente coleção masculina de João Pimenta. Sempre irônico, desta vez João mostrou um humor com roupas esporte/fino – no sentido literal. Adorei o mix de Maria Antonieta +Amy Winehouse + baseball vintage para construir roupas de rapazes!! E o cabelão e make deles… veja no vídeo acima, muito bom, quem ficou se divertiu. As peças tem enchimento nos ombros, reforçados com matelassês, tipo de jogador de baseball antigo. O trabalho de alfaiataria em moleton se destaca em looks como o terno de bermuda, paletó e camisa, tudo azul com debrum bege.
Foi o melhor desfile da noite, seguido de perto pela apresentação poética do quarteto P’tit. O ponto fraco foi a forçação de barra da performance (uma menina andando e fazendo cara de ‘estou em transe’. Nem eu, nem ninguém do meu lado, se interessou em saber o ‘que significava’). Como o que importa são as roupas… a P’tit tirou nota 10 neste quesito. O trabalho que eles fazem com reconstrução de peças antigas é precioso. Uma saia plissada vira um vestido casulo. Várias camisolas em tons diferentes de bege viram um lindo e desconstruído vestido. Estas e a pelerine de tear são algumas das minhas peças favoritas da apresentação. São peças únicas, então, para aquecer o comercial, a P’tit começou a fazer peças produzidas com grade. A maioria são feitas de malha, como o vestido evasé de patchwork. Por falar nisto, todo mundo fez sua versãod este modelo de vestido.
Outro desfile da noite que merece super destaque é o da dupla Der Metropol, que estreou no Projeto Lab. A qualidade e o primor na construção das peças marcaram a coleção. Tanto Luciana Campos quanto Mário Francisco já estão no mercado, ela como coordenadora de produtos da Maria Garcia e de acessórios da Huis Clos, ele como estilista da Orange County e professor do Senac. A coleção de lenhadores, toda marrom, tem looks mega elaborados com muitos recortes e patchwork que privilegiam o volume no quadril.
Rober Dognani e R. Rosner desfilaram looks de festão. Costureiros de mão cheia, ambos precisam tirar o cheiro de naftalina de suas criações e tentar pegar um pouco mais leve. Rober sabe costurar como poucos no Brasil mas seu estilo precisa ficar mais jovem e mais leve, principalmente na passarela. Só assim sua carreira vai sair da estagnação.
Os outros desfiles do dia não se destacaram. Se a Casa dos Criadores fosse um reality show, não passariam para a próxima etapa. Ou porque são roupas que podem funcionar na arara mas não na passarela (João Elias, Maíra Nasser e Clarissa Lorenz), ou porque o estilista não tem e sabe que não vai ter estrutura para produzir roupas em escala e de qualidade (Tony Jr), ou porque simplesmente não rola mesmo (Athira Gomes).
Os ocidentais que se cuidem! A galera do oriente tá-que-tá! No fast fashion, as orientais são as melhores. Elas quebram e misturam todas as regras dos “DOs & DONT´S” de uma forma única e stylish. Em Londres, a crew do sol nascente é assunto de moda+música+comportamento, e todo dia aparecem nas páginas de moda dos tablóides! Abre o olho!!!
Saiu na Folha dia desses o site Young Me / Now Me onde você pode recriar momentos da sua infância e não precisa nem voltar no tempo num delorean. Lá dá para postar sua foto adulto imitando uma pose de uma foto quando você era um pimpolho. O projeto foi idealizado por Ze Frank e participa da competição Color Wars 2008. Solte sua imaginação e aproveite para perceber que talvez algumas coisas nunca mudam…